Papai do céu,
com minhas 19 bocas iguais
rogo aos 19 anjos mais tortos
que peçam a ti
pra tecer 19 mil bênçãos
sobre mim e sobre nós
que aceite cada um dos
meus 19 milhões de erros
e me ajude a repará-los
arrepender-me
peço aos meus 19 amigos
que peçam aos seus 19 amigos
para pediram a outros 19
para amar só 19 pessoas...
perdoar apenas 19 vezes
arrepender-se outras 19.
Ou ao menos tentar, ou
se não conseguir: amar.
amar e amar e amar
só 19 vezes...
ou só 9,
ou só 1.
Ao próximo, ele merece ser amado
agradeço a deus pelos 19
mas não peço mais 9 anos,
nem mesmo mais 1 que seja...
Só peço a Deus amor
pra mim e para o mundo.
Que Deus nos dê muita saúde e paz
e que os anjos (ao lerem isso)
digam amém.
Por favor, Amem!
Amém.
domingo, 15 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Hipócrita.
uau
li liquidez
e fui liquidado
li que
já tinha lido
mudei o foco falado
vivo
num mundo
fechado
não vi
quem estava
do meu lado
falei de amor
e esqueci
de amar
gritei na rua
e esqueci
de mudar
dormi na cama
e esqueci
de lembrar
comi
era gostoso.
para quem?
estava frio
duas cobertas
só pra mim
decidi
fazer minha parte
não enxergo
quem está do meu lado
nasci cavalo de tapa
sofri pelo amor que não recebi
olhei só pra frente e nem percebi
queria mudar o mundo
mal consegui mudar minha vida
só 19
só 20
só 21
só 22
.
.
.
só a vida que pedi a deus
quanto individualismo
me agustia não fazer nada
mas mal consigo me mexer
é um sentimento hipócrita
é um sentimento hipócrita
hipócrita
li liquidez
e fui liquidado
li que
já tinha lido
mudei o foco falado
vivo
num mundo
fechado
não vi
quem estava
do meu lado
falei de amor
e esqueci
de amar
gritei na rua
e esqueci
de mudar
dormi na cama
e esqueci
de lembrar
comi
era gostoso.
para quem?
estava frio
duas cobertas
só pra mim
decidi
fazer minha parte
não enxergo
quem está do meu lado
nasci cavalo de tapa
sofri pelo amor que não recebi
olhei só pra frente e nem percebi
queria mudar o mundo
mal consegui mudar minha vida
só 19
só 20
só 21
só 22
.
.
.
só a vida que pedi a deus
quanto individualismo
me agustia não fazer nada
mas mal consigo me mexer
é um sentimento hipócrita
é um sentimento hipócrita
hipócrita
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Perdi a graça e a cor. Joguei com minha carta mais alta e agora não tenho mais nada para tirar da manga. Joguei... Joguei um jogo, um duelo de titãs. "Vocês dois sabem jogar muito bem". Sabemos, cada um com suas armas. Mas dessa vez eu me privei da minha lógica e da minha racionalidade. Dessa vez eu me deixei levar pelo desejo. Dessa vez eu não enxerguei a estrada além do que se vê. Eu errei. Errei feio quando decidir transformar isso num jogo. Errei quando lustrei minhas armas e reuni munições sem ao menos notar do que era feito o adversário. Eu me deixei levar. Preparei uma grande bomba de efeito moral, regada no vinho mais imoral possível e lancei... Você a segurou com ambas as mãos, caminhou até mim, me molhou de das imoralidades, me pegou pelos meus braços, e perguntou "E o que acontece?". Sabe aqueles olhos irônicos e ansiosos por uma resposta? Você os tinha sobre mim. Eu estava sem palavras. O que eu iria dizer? "Agora é a hora que você me beija e vivemos felizes para sempre"? Não seria eu... Eu tinha que ser durona. Eu tinha que deixar você se pronunciar. Não me bastava sentir que você queria, eu tinha que ouvir da sua boca. Então eu soltei um belo "O que?" esperando ouvir algo animador, mas acabei por ouvir um "Não sei..." Nada aconteceu. Continuei tentando. Queria ver a falta. Queria me sentir buscada. Queria ver meu celular tocar, as 2 da manhã, com você do outro lado pedindo pra eu não ir. Eu me fiz perder, para que você me encontrasse. Mas perdida eu estava e perdida eu fiquei. As vezes tenho a impressão de que me deixas perdida por parecer que é assim que eu quero estar. Mas eu não quero.
Não tenho mais como impressionar você. Já mostrei meus sentimentos de um jeito tão forte. Eu mexi com você, admita que sim. Mas nada do que eu fizer agora será tão chocante como aquilo. Eu preciso de inspiração. E já tenho uma ideia em mente.
Não tenho mais como impressionar você. Já mostrei meus sentimentos de um jeito tão forte. Eu mexi com você, admita que sim. Mas nada do que eu fizer agora será tão chocante como aquilo. Eu preciso de inspiração. E já tenho uma ideia em mente.
terça-feira, 25 de junho de 2013
- Oi...
- Oi.
- Está frio hoje.
- É.
- Todo dia está, mas hoje parece estar pior...
- Hum... Convite?
- Só se você for aceitar.
- Vai me acostelar?
- Vamos nos esquentar.
- Preciso acordar cedo. Preciso dormir a noite inteira.
- Faremos isso...
- Então me espera.
- Eu sempre te espero.
...
- Porque não nos tocamos?
- Não sei.
- Já percebeu que depois do primeiro toque, a gente cola?
- Cola?
- Não pára mais. Eu toco em você, você toca em mim... Abraços, beijos, carinhos, lambidas, até você penetrar meu corpo totalmente.
- Aí, você fica mole, pesada...
- Aí, eu fico vazia. Cheia da certeza de que por hoje acabou. Cheia da certeza de que em minutos vou fechar os olhos e quando eu abrir novamente, você terá que ir.
- Hum...
...
- Foi uma recaída. Está sendo.
- Uma recaída? Uma deliciosa recaída. Que possamos recair mais vezes.
- Não tem a ver com prazer. Só dor mesmo.
- Dor? Foi ruim?
- Não. Nunca é. E você sabe, eu até gosto da dor.
- O que então?
- É a dor de dentro. A dor que dói no nada.
- Hum...
- É tudo em vão. Eu sei que é. Cada orgasmo é nada mais que um desperdício de vida.
- Hum... Ter um orgasmo é um desperdício de vida?
- Realmente, ter um orgasmo é bom. Isso é diferente, é como construir uma casa que ninguém vai usar. Você passa meses fazendo uma fundação, levantando paredes, pintando e bordando. Depois de linda e incrivelmente pronta, tudo que vai acontecer é o tempo passar. A nossa função só tem um ponto crítico e ele é máximo e já foi atingido. Agora a casa vai gastar e desgastar até virar ruína, poeira e espaço mal ocupado.
- Hum... Está frio.
- Já me acostumei.
- Oi.
- Está frio hoje.
- É.
- Todo dia está, mas hoje parece estar pior...
- Hum... Convite?
- Só se você for aceitar.
- Vai me acostelar?
- Vamos nos esquentar.
- Preciso acordar cedo. Preciso dormir a noite inteira.
- Faremos isso...
- Então me espera.
- Eu sempre te espero.
...
- Porque não nos tocamos?
- Não sei.
- Já percebeu que depois do primeiro toque, a gente cola?
- Cola?
- Não pára mais. Eu toco em você, você toca em mim... Abraços, beijos, carinhos, lambidas, até você penetrar meu corpo totalmente.
- Aí, você fica mole, pesada...
- Aí, eu fico vazia. Cheia da certeza de que por hoje acabou. Cheia da certeza de que em minutos vou fechar os olhos e quando eu abrir novamente, você terá que ir.
- Hum...
...
- Foi uma recaída. Está sendo.
- Uma recaída? Uma deliciosa recaída. Que possamos recair mais vezes.
- Não tem a ver com prazer. Só dor mesmo.
- Dor? Foi ruim?
- Não. Nunca é. E você sabe, eu até gosto da dor.
- O que então?
- É a dor de dentro. A dor que dói no nada.
- Hum...
- É tudo em vão. Eu sei que é. Cada orgasmo é nada mais que um desperdício de vida.
- Hum... Ter um orgasmo é um desperdício de vida?
- Realmente, ter um orgasmo é bom. Isso é diferente, é como construir uma casa que ninguém vai usar. Você passa meses fazendo uma fundação, levantando paredes, pintando e bordando. Depois de linda e incrivelmente pronta, tudo que vai acontecer é o tempo passar. A nossa função só tem um ponto crítico e ele é máximo e já foi atingido. Agora a casa vai gastar e desgastar até virar ruína, poeira e espaço mal ocupado.
- Hum... Está frio.
- Já me acostumei.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Tantos sonhos escondidos por uma amor já mostrado
Perdidos nos sorriso que fazia a luz do sol no horizonte
Era algo que ninguém via, algo que ninguém mais poderia ver
Tanta ternura que repousava sem seus braços abertos
O brilho em seus olhos e o nervosismo embrulhando o estomago
Ontem quando te vi e meu coração bateu mais forte
ou há sete dias quando acordei ao seu lado
Achava que seria só isso e que viveria feliz...
Mas a dor de não ter aí estava andando colada com a alegria de estar.
E o sorriso perdido em meus lábios
E meus pesamentos jogados no silêncio
Mais uma vez denunciavam o quanto desconfortável me era viver assim.
Mas isso não me impediu de viver.
E o nosso abraço de amor nunca aconteceu...
Nosso beijo com carinho foi só ilusão
de alguém que gosta de alguém que só gosta de algo.
Sou incrível demais para um ser sem potencial.
Para alguém que é aquilo e só aquilo
Sou muito para pessoas rasas.
Mas a verdade é que ainda estarei aberta sempre que precisar.
Perdidos nos sorriso que fazia a luz do sol no horizonte
Era algo que ninguém via, algo que ninguém mais poderia ver
Tanta ternura que repousava sem seus braços abertos
O brilho em seus olhos e o nervosismo embrulhando o estomago
Ontem quando te vi e meu coração bateu mais forte
ou há sete dias quando acordei ao seu lado
Achava que seria só isso e que viveria feliz...
Mas a dor de não ter aí estava andando colada com a alegria de estar.
E o sorriso perdido em meus lábios
E meus pesamentos jogados no silêncio
Mais uma vez denunciavam o quanto desconfortável me era viver assim.
Mas isso não me impediu de viver.
E o nosso abraço de amor nunca aconteceu...
Nosso beijo com carinho foi só ilusão
de alguém que gosta de alguém que só gosta de algo.
Sou incrível demais para um ser sem potencial.
Para alguém que é aquilo e só aquilo
Sou muito para pessoas rasas.
Mas a verdade é que ainda estarei aberta sempre que precisar.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Olha que bonitinho hoje: Eu fiz um bolo pra você e você deu um bolo em mim. Passamos 15 min bem juntinhos. Queria eu um conjunto contínuo, aí entre cada minutinho pequeno, haveriam infinitos segundos. Acho que ainda assim haveriam aquelas dízimas feias do tipo 0,9999... que quando a gente coloca em fração vira 1 e aí o tempo passa. Era só tirar elas... Deixar a coisa chegar perto do fim e nunca acabar. Talvez, num infinito paralelo a esse nosso, eu passei esses finitos infinitos segundos segurando sua mão, te fazendo carinho e te dando os beijinhos que eu sempre quis dar. Eu ainda te quero. Mas o que eu queria mesmo é que você me quisesse. Então, por favor, me queira. Beijos pela nossa revolta.
domingo, 5 de maio de 2013
Resolvi. Aconteceu. Botei mais um fim nessa inconstância. Mas agora há mais coisas em jogo. Mais pessoas e mais amores e dessa vez eu estou fechada para decepções. Não sobre me decepcionar. Mas sobre decepcionar alguém. Não mais. Talvez eu me decepcione. Aliás, levando em conta todo o contexto é mais provável que eu me decepcione, pois estou largando solo firme, certeza de qualidade, de gostar, certeza de defeito, por um território desconhecido que me faz forasteira de mim até. Não conheço as qualidades e corro o risco de não encontrar nenhuma que me agrade. Não conheço defeitos e corro o risco de encontrar todos que mais repudio. Mas porque fazer essa escolha ilógica? Simples: A primeira opção até me cabe. Mas por maior que seja, está fechada... E a segunda é bem menor que eu, mas está disposta a aparar cada gotinha que transbordar... Cada gotinha que transcender. E eu vou fazer isso que ainda está calminho chegar lá no topo, lá no ápice, lá no clímax nunca antes alcançado.
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