te amei por longos anos
ainda te amo
como uma presença distante
como o ar e a chama de uma vela
que coexistem sem se alterar
mas no menor movimento
pode tornar tudo em distúrbio e confusão
o futuro reserva o caos
a ventania e a tempestade
eu vou dançar na chuva
eu vou dançar
segunda-feira, 1 de maio de 2017
não foi preciso olhar muito para enxergar que a beleza não estava lá, nem aqui
mas no ponto médio entre as idas e vindas
nas marcas
no chão molhado
no que ficou
na luz estourada
uma silhueta negra
sempre se movendo
e impossibilitando que captasse
a beleza era dinâmica
e o poema não se fez
mas a poesia do momento
ficará para sempre
mas no ponto médio entre as idas e vindas
nas marcas
no chão molhado
no que ficou
na luz estourada
uma silhueta negra
sempre se movendo
e impossibilitando que captasse
a beleza era dinâmica
e o poema não se fez
mas a poesia do momento
ficará para sempre
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Natureza
Salvador - São Lázaro
Itabuna
Trancoso
Trancoso
Trancoso
Trancoso
Salvador - Engenho Velho da Federação
BR101 - Itabuna - Salvador
Salvador - Federação
Idade? Reflexão
O momento que me encontro é muito peculiar, novo, diferente. Sou forasteira aqui, mas me sinto em casa. No entanto nessa transição de espaços, trouxe comigo toda a minha bagagem, todos os meus poucos 22 anos de bagagem. O primeiro caminho que peguei tinha 8 anos a mais que eu e tratou de me mostrar o que eu queria e não queria. Sobre alguns demais, foram curtos caminhos, que me ajudaram a entender a importância de ter pudor. Liberdade definiu todo esse trajeto e a solidão me ajudou a entender que eu não quero ser livre.
Entrei em mais um caminho... Novamente bagagem a mais, uma delas em especial faziam-se 9 anos a mais de uma experiencia que talvez em 9 anos eu ainda não tenho. Isso foi uma ladeira e eu desci de rolimã sem freio. Senti nele uma admiração por mim que não senti no meu maior amor. Senti o carinho que eu senti falta. Me senti preenchida e de ego massageado. Como nada é perfeito, a descida terminou e o tombo foi tão grande quanto a expectativa. Apesar de íngreme, a ladeira não era grande. O tombo foi grande na hora, mas uma semana depois recuperei. Uma semana depois, estava caminhando novamente pelas ruas escuras desse lugar.
Questão principal: Não me arrependo. Na possibilidade de uma descida, estarei lá novamente. Esse tombo me ajudou a colocar cotoveleiras para o próximos, mas meus joelhos continuam nus. Vou aprendendo aos poucos. O lance aqui é que minha idade não vai me mudar na forma como me relaciono com as pessoas. Relações sem intensidade, para mim, são prazeres momentâneos, alegrias e não necessariamente felicidades. Sempre vi um relacionamento como uma estrada que leva a algum lugar... Logo, não gosto de pensar neles como algo que me satisfaz no momento. Claro que muita coisa pode mudar, mas enquanto as coisas não mudam, é importante estar inteiro dentro disso. Esteja. Se há um bloqueio, entenda, reflita.
A idade não deve ser um barreira para nossos sentimentos, não gosto da ideia de que a minha idade venha me impedir de me apaixonar. Se apaixonar é divertido, é bom e nos faz sentir novinhos de novo. Quantas vezes ouvimos de pessoas velhas apaixonadas frases como "me sinto uma adolescente de novo" e todas falam isso com sorrisos imensos no rosto.
É importante refletir, talvez não sobre a paixão em geral, mas sobre esse sentimento em particular e que ele pode ser resultado de uma situação específica.
Eu nunca vou deixar minha criança/adolescente/jovem/adulta/idosa morrer em mim. Cada fase virá apenas a anexar mais volumes a bagagem que eu sempre carregarei comigo. Acho importante para a construção da nossa felicidade...
Entrei em mais um caminho... Novamente bagagem a mais, uma delas em especial faziam-se 9 anos a mais de uma experiencia que talvez em 9 anos eu ainda não tenho. Isso foi uma ladeira e eu desci de rolimã sem freio. Senti nele uma admiração por mim que não senti no meu maior amor. Senti o carinho que eu senti falta. Me senti preenchida e de ego massageado. Como nada é perfeito, a descida terminou e o tombo foi tão grande quanto a expectativa. Apesar de íngreme, a ladeira não era grande. O tombo foi grande na hora, mas uma semana depois recuperei. Uma semana depois, estava caminhando novamente pelas ruas escuras desse lugar.
Questão principal: Não me arrependo. Na possibilidade de uma descida, estarei lá novamente. Esse tombo me ajudou a colocar cotoveleiras para o próximos, mas meus joelhos continuam nus. Vou aprendendo aos poucos. O lance aqui é que minha idade não vai me mudar na forma como me relaciono com as pessoas. Relações sem intensidade, para mim, são prazeres momentâneos, alegrias e não necessariamente felicidades. Sempre vi um relacionamento como uma estrada que leva a algum lugar... Logo, não gosto de pensar neles como algo que me satisfaz no momento. Claro que muita coisa pode mudar, mas enquanto as coisas não mudam, é importante estar inteiro dentro disso. Esteja. Se há um bloqueio, entenda, reflita.
A idade não deve ser um barreira para nossos sentimentos, não gosto da ideia de que a minha idade venha me impedir de me apaixonar. Se apaixonar é divertido, é bom e nos faz sentir novinhos de novo. Quantas vezes ouvimos de pessoas velhas apaixonadas frases como "me sinto uma adolescente de novo" e todas falam isso com sorrisos imensos no rosto.
É importante refletir, talvez não sobre a paixão em geral, mas sobre esse sentimento em particular e que ele pode ser resultado de uma situação específica.
Eu nunca vou deixar minha criança/adolescente/jovem/adulta/idosa morrer em mim. Cada fase virá apenas a anexar mais volumes a bagagem que eu sempre carregarei comigo. Acho importante para a construção da nossa felicidade...
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Paródia
Escute aqui você
Que me iludiu
Me fez suspirar
E depois partiu
O que era meu
Abri mão por ti
Deixei macular
Tudo de melhor
Que um dia senti
Não se vá assim
Sem se importar
Em provar meu mel
A te desejar
A paixão brotou
Com ferocidade
E o meu coração
Se encheu então
De necessidade
E o seu cheiro, o
vento ainda traz
O seu olhar, me encharca
e me desfaz
Mas o que se fez,
não se vai assim
O que me esquentou,
hoje se tornou uma coisa ruim
E agora me diz
O que eu faço aqui
Com esse carinho
Que eu criei por
ti
Eu me empolguei
E por vaidade
Mas agora sou
Um ego sem amor
E sem fidelidade
Mas o seu cheiro,
o vento ainda traz
O seu olhar, me encharca
e me desfaz
Mas o que se fez,
não se vai assim
O
que me esquentou, hoje se tornou uma coisa ruim
domingo, 3 de novembro de 2013
Obituário
Obituário: Encontrado morto o senhorito José da Silva.
Numa esquina dessas quaisquer,
repousava sem paz o senhorito José.
Com chapéu na cabeça e buraco no peito
Na verdade, José, já havia desfeito
o nó cego de seu coração
antes mesmo de haver aquela confusão.
Dias atrás andava apressado
Suor no cabelo, cadarço folgado
Levava na mão uma flor de papel
A flor que escreveu seu destino cruel.
José por Maria apaixonou-se
E todos os dias, um doce lhe trouxe.
Maria da janela esperava o rapaz
Não sabia ao certo se ele viria mais.
Batia o coração em ritmo de esperança...
Surgia José! E começava a dança.
Ele olhava daqui, ela olhava de lá
Um sorriso no canto da boca a raiar
Quando a moça avermelhava de tanta vergonha
Deixava a cabeça de José em parafuuusos...
O moço recompunha-se ligeiramente
Mas no próximo instante tornava a sorrir
A sua moça mais bela teria logo que partir.
Quando se aproximava, baixava o olhar
Discrição, José, tente se acalmar.
Ele parou em frente a janela
E olhou nos olhos da sua donzela.
Tirou do bolso o tal do docinho
E Entregou a Maria com todo carinho
Que recebeu o bombom e guardou no avental
O encontro desmarcado acabava afinal.
A conversa muda do mundo escondiam
Mas encontravam-se assim sempre que podiam.
O peito de José acalentava-se em dor
Quando não podia encontrar seu amor.
José amava Maria que era esposa de João
João amava Maria, mas era um vilão.
Maria sofria o pão do diabo
João maltrava Maria.
Era um homem descontrolado.
A noite, em casa, mal lhe olhava
Maria pra João era só uma escrava.
“Estou cansado. Traga minha comida!”
E o suor de Maria inundava sua vida.
Nem um sorriso, ou mesmo um obrigada.
João só esbravejava.
E quando a vida dos trilhos saía
João, sem hesitar, maltratava Maria.
Um dia João derrubou um copo
Como se culpa da esposa fosse,
Pegou Maria pelos cabelos
Arrastou até o copo quebrado
E jogando-a no chão disse muito zangado:
“Quem manda deixar tudo espalhado pela casa,
Vadia, desleixada, não presta pra nada!”
Maria chorava, que mais podia fazer?
Tinha medo do mal que poderia sofrer.
No outro dia, na janela, José olhou pra Maria
E naqueles olhinhos não viu nenhuma alegria.
Ele sentiu no fundo do seu coração
A tristeza da amada rasgara-lhe do céu ao chão.
E aí José escreveu um bilhete
E embrulhou no bombom aquele lembrete
“Minha doce e querida Maria,
Não te ver na janela é perder o meu dia
Por favor, senhora dos meus pensamentos
Não me deixe passar sem sentir os teus ventos
A brisa suave que emana teu cheiro
Que pra meu viver serve de tempeiro!
Atenção, Maria do meu coração.
Dar-lhe-ei um sinal pra largar do João.
Quando estiver tudo pronto, levarei uma flor
Será um símbolo eterno do meu amor.
No outro dia, às 6, na estação de espero
Leve só uma roupa simples sem muito esmero.
Minha maior alegria é te tirar desse inferno
Acabar de uma vez com esse triste inverno
Correr livre e abraçar tudo que nos espera:
No jardim da nossa vida florescerá a primavera!”
Maria sorrindo beijou o recado
Porém sabia que guardá-lo seria um pecado.
Mas as palavras de João eram de uma formosura
Que só de olhar ela se enchia de ternura
Com todo cuidado, a cartinha, ela guardou
E para que João não encontrasse, Maria rezou
Mas não teve jeito...
O famigerado perdeu uma nota, uma coisa sem valor
E ao procurar, adivinha o que achou.
O corpo dele queimou num calor de fúria
Sua boca cerrada encheu-se de injúrias
Mas então deixou sua esperteza falar
E calou qualquer reação sem pensar.
João ficou de olho nos encontros de Maria
E a cada sorriso da dama, de ódio seu corpo tremia.
Um dia, de longe, ele avistou José
Flor na mão
Suor na testa
Sorriso no rosto
O nosso mocinho corria atrás da liberdade
Avistou de longe a janela da felicidade
Maria notou o presente do amado
Não era bombom,
O dia havia chegado!!
Respirou fundo, sorriu e olhou pro rapaz
Seu peito se enchia de ansiedade e paz.
Nesse dia, José não conteve a palavra
Sem medo, o senhorito, sussurrou pra amada:
“Maria, eu te amo...”
Aaah, voz mais linda não havera de ter
Maria nem conseguia se conter.
Recebeu a flor, segurou a mão
Na hora do toque, quase que o peito furava das batidas do
coração!
Beijou uma, depois beijou a outra.
Depois José seguiu seu caminho
A fuga toda estava aprontada
Era só espera pra cair nos braços da amada.
Ao ver aquela cena
João sorriu com pena
E a alma carregada de ironia.
Foi atrás José
Quando ele entrou em casa,
João entrou atrás
E surpreendeu o distraído rapaz.
“Sabe quem eu sou e o que estou aqui”
Disse João cruel a sorrir.
“Maria não merece essa vid...”
A última letra foi engolida pelo murro que despontara João na barriga
de José. Sem ar, o homem caiu ao chão, totalmente sem reação. Mais alguns
chutes e estava desacordado. João levou José até uma esquina sombria ao lado.
Amarrou suas mãos e seus pés e esperou que ele acordasse... José acordou.
Iniciava-se ali o maior pesadelo de sua vida. João, com uma faca meio cega,
abriu o peito do nosso mocinho sem deixar que a lâmina chegasse ao coração, com
um golpe, abriu suas costelas e lá estava o órgão do amor a bater. Me recuso a
descrever a dor de José que, apesar de tudo, sentia mais dor pensando no que
seria de Maria.
De sua doce Maria.
José morria e seria deixado ali... O monstro arrancou fora seu coração
e guardou numa caixa de madeira. Voltou para casa após se limpar e apenas dormiu.
Maria tinha um mau pressentimento. Mas arrumou a roupa pouca na bolsa e esperou
que a noite, dia virasse, e a hora marcada chegasse. Ela levantou num pulo e
quando João percebeu também despertou. Banhou-se, perfumou-se... Prendera uma
linda flor de papel que ganhara no dia anterior no cabelo. Quando abrisse a
porta, seria primavera e tudo estaria bem. Mas ao sair do quarto, o marido já
estava a mesa, caprichosamente deixada posta por ela mesma na noite anterior.
– Sente! – ordenou João.
Maria sentou-se. Notou uma bandeja em seu lugar na mesa. Que João
gentilmente destampou. O cheiro de podridão encheu a atmosfera. O órgão não
mais tão vermelho estava frio, imóvel e teso em sua frente. Sem saber do que se
tratava, Maria, com muito medo, gaguejou:
– O q-que signiff-fica isso, João? – Uma lágrima já rolava em seu
rosto. João sorriu e respondeu:
– Você não queria o amor de José? Pois te dou o coração dele numa
bandeja. – e, com a mesma frieza que falou, estendeu a xícara até o bule e
começou a preparar seu café.
Maria levantou-se enojada e ainda não entendia direito a situação, mas
um grande desespero já crescia dentro de si. Lágrimas caíam de seus olhos, mas
o silêncio reinou naquela casa. Ouviam-se apenas os passos de Maria Caminhando
até a porta. Colocou o pé na rua, caminhou, rumo a estação.
Virou numa dessas esquinas quaisquer,
E morto, no chão, ela viu José.
Os gritos da dama foram ouvidos a quarteirões dali. Ela o abraçou e
beijou sua boca. Seu pranto poderia encher aquele buraco no peito do rapaz. As
pessoas não conseguiram virar a esquina. A dor de Maria era tão grande e seus
gritos tão intensos que criou um tipo de barreira. As pessoas não chegavam
perto pois podiam, de longe, sentir a dor da mulher. O socorro chegou, mas não
tinha o que socorrer, também os profissionais respeitaram aquela tristeza.
O espetáculo de dor que se dava naquela dessas esquinas quaisquer
durou o tempo certo da morte da mulher. À medida que seus gritos calavam-se,
seu coração batia mais devagar. Quando
sobrou apenas uma batida, ouviu-se um último gemido. Quem estava ali conta que
aquele gemido apesar de mais fraco foi o mais forte. Misturava dor, tortura,
amor, decepção, desejo e todos os sentimentos que se possa carregar. Os poucos
espectadores que restaram e presenciaram o gemido, gemeram junto a nossa dama.
Estava morto
Morto enfim.
Naquele dia
Um amor de 4 palavras e 2 beijos inundava o universo
As 4 palavras mais sinceras pairavam sobre o silêncio
Nunca mais viveria
Morto enfim.
O prazer daqueles beijos inocentes emolduravam os planos
Que nunca se realizaram
Nunca mais a veria!
Nunca mais o veria!
Nunca viveria
Morto
e fim...
Obituário: Morre hoje senhorita Maria
Dizem todos que morreu de agonia
Deitada sobre o peito daquele que amava
Até a morte, Maria chorava
A mulher não aguentou tanta dor
Sem dúvida nenhuma morreu foi de amor
E então numa dessas esquinas quaisquer
Jazia Maria amando José...
domingo, 15 de setembro de 2013
oração de 19
Papai do céu,
com minhas 19 bocas iguais
rogo aos 19 anjos mais tortos
que peçam a ti
pra tecer 19 mil bênçãos
sobre mim e sobre nós
que aceite cada um dos
meus 19 milhões de erros
e me ajude a repará-los
arrepender-me
peço aos meus 19 amigos
que peçam aos seus 19 amigos
para pediram a outros 19
para amar só 19 pessoas...
perdoar apenas 19 vezes
arrepender-se outras 19.
Ou ao menos tentar, ou
se não conseguir: amar.
amar e amar e amar
só 19 vezes...
ou só 9,
ou só 1.
Ao próximo, ele merece ser amado
agradeço a deus pelos 19
mas não peço mais 9 anos,
nem mesmo mais 1 que seja...
Só peço a Deus amor
pra mim e para o mundo.
Que Deus nos dê muita saúde e paz
e que os anjos (ao lerem isso)
digam amém.
Por favor, Amem!
Amém.
com minhas 19 bocas iguais
rogo aos 19 anjos mais tortos
que peçam a ti
pra tecer 19 mil bênçãos
sobre mim e sobre nós
que aceite cada um dos
meus 19 milhões de erros
e me ajude a repará-los
arrepender-me
peço aos meus 19 amigos
que peçam aos seus 19 amigos
para pediram a outros 19
para amar só 19 pessoas...
perdoar apenas 19 vezes
arrepender-se outras 19.
Ou ao menos tentar, ou
se não conseguir: amar.
amar e amar e amar
só 19 vezes...
ou só 9,
ou só 1.
Ao próximo, ele merece ser amado
agradeço a deus pelos 19
mas não peço mais 9 anos,
nem mesmo mais 1 que seja...
Só peço a Deus amor
pra mim e para o mundo.
Que Deus nos dê muita saúde e paz
e que os anjos (ao lerem isso)
digam amém.
Por favor, Amem!
Amém.
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Hipócrita.
uau
li liquidez
e fui liquidado
li que
já tinha lido
mudei o foco falado
vivo
num mundo
fechado
não vi
quem estava
do meu lado
falei de amor
e esqueci
de amar
gritei na rua
e esqueci
de mudar
dormi na cama
e esqueci
de lembrar
comi
era gostoso.
para quem?
estava frio
duas cobertas
só pra mim
decidi
fazer minha parte
não enxergo
quem está do meu lado
nasci cavalo de tapa
sofri pelo amor que não recebi
olhei só pra frente e nem percebi
queria mudar o mundo
mal consegui mudar minha vida
só 19
só 20
só 21
só 22
.
.
.
só a vida que pedi a deus
quanto individualismo
me agustia não fazer nada
mas mal consigo me mexer
é um sentimento hipócrita
é um sentimento hipócrita
hipócrita
li liquidez
e fui liquidado
li que
já tinha lido
mudei o foco falado
vivo
num mundo
fechado
não vi
quem estava
do meu lado
falei de amor
e esqueci
de amar
gritei na rua
e esqueci
de mudar
dormi na cama
e esqueci
de lembrar
comi
era gostoso.
para quem?
estava frio
duas cobertas
só pra mim
decidi
fazer minha parte
não enxergo
quem está do meu lado
nasci cavalo de tapa
sofri pelo amor que não recebi
olhei só pra frente e nem percebi
queria mudar o mundo
mal consegui mudar minha vida
só 19
só 20
só 21
só 22
.
.
.
só a vida que pedi a deus
quanto individualismo
me agustia não fazer nada
mas mal consigo me mexer
é um sentimento hipócrita
é um sentimento hipócrita
hipócrita
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Perdi a graça e a cor. Joguei com minha carta mais alta e agora não tenho mais nada para tirar da manga. Joguei... Joguei um jogo, um duelo de titãs. "Vocês dois sabem jogar muito bem". Sabemos, cada um com suas armas. Mas dessa vez eu me privei da minha lógica e da minha racionalidade. Dessa vez eu me deixei levar pelo desejo. Dessa vez eu não enxerguei a estrada além do que se vê. Eu errei. Errei feio quando decidir transformar isso num jogo. Errei quando lustrei minhas armas e reuni munições sem ao menos notar do que era feito o adversário. Eu me deixei levar. Preparei uma grande bomba de efeito moral, regada no vinho mais imoral possível e lancei... Você a segurou com ambas as mãos, caminhou até mim, me molhou de das imoralidades, me pegou pelos meus braços, e perguntou "E o que acontece?". Sabe aqueles olhos irônicos e ansiosos por uma resposta? Você os tinha sobre mim. Eu estava sem palavras. O que eu iria dizer? "Agora é a hora que você me beija e vivemos felizes para sempre"? Não seria eu... Eu tinha que ser durona. Eu tinha que deixar você se pronunciar. Não me bastava sentir que você queria, eu tinha que ouvir da sua boca. Então eu soltei um belo "O que?" esperando ouvir algo animador, mas acabei por ouvir um "Não sei..." Nada aconteceu. Continuei tentando. Queria ver a falta. Queria me sentir buscada. Queria ver meu celular tocar, as 2 da manhã, com você do outro lado pedindo pra eu não ir. Eu me fiz perder, para que você me encontrasse. Mas perdida eu estava e perdida eu fiquei. As vezes tenho a impressão de que me deixas perdida por parecer que é assim que eu quero estar. Mas eu não quero.
Não tenho mais como impressionar você. Já mostrei meus sentimentos de um jeito tão forte. Eu mexi com você, admita que sim. Mas nada do que eu fizer agora será tão chocante como aquilo. Eu preciso de inspiração. E já tenho uma ideia em mente.
Não tenho mais como impressionar você. Já mostrei meus sentimentos de um jeito tão forte. Eu mexi com você, admita que sim. Mas nada do que eu fizer agora será tão chocante como aquilo. Eu preciso de inspiração. E já tenho uma ideia em mente.
terça-feira, 25 de junho de 2013
- Oi...
- Oi.
- Está frio hoje.
- É.
- Todo dia está, mas hoje parece estar pior...
- Hum... Convite?
- Só se você for aceitar.
- Vai me acostelar?
- Vamos nos esquentar.
- Preciso acordar cedo. Preciso dormir a noite inteira.
- Faremos isso...
- Então me espera.
- Eu sempre te espero.
...
- Porque não nos tocamos?
- Não sei.
- Já percebeu que depois do primeiro toque, a gente cola?
- Cola?
- Não pára mais. Eu toco em você, você toca em mim... Abraços, beijos, carinhos, lambidas, até você penetrar meu corpo totalmente.
- Aí, você fica mole, pesada...
- Aí, eu fico vazia. Cheia da certeza de que por hoje acabou. Cheia da certeza de que em minutos vou fechar os olhos e quando eu abrir novamente, você terá que ir.
- Hum...
...
- Foi uma recaída. Está sendo.
- Uma recaída? Uma deliciosa recaída. Que possamos recair mais vezes.
- Não tem a ver com prazer. Só dor mesmo.
- Dor? Foi ruim?
- Não. Nunca é. E você sabe, eu até gosto da dor.
- O que então?
- É a dor de dentro. A dor que dói no nada.
- Hum...
- É tudo em vão. Eu sei que é. Cada orgasmo é nada mais que um desperdício de vida.
- Hum... Ter um orgasmo é um desperdício de vida?
- Realmente, ter um orgasmo é bom. Isso é diferente, é como construir uma casa que ninguém vai usar. Você passa meses fazendo uma fundação, levantando paredes, pintando e bordando. Depois de linda e incrivelmente pronta, tudo que vai acontecer é o tempo passar. A nossa função só tem um ponto crítico e ele é máximo e já foi atingido. Agora a casa vai gastar e desgastar até virar ruína, poeira e espaço mal ocupado.
- Hum... Está frio.
- Já me acostumei.
- Oi.
- Está frio hoje.
- É.
- Todo dia está, mas hoje parece estar pior...
- Hum... Convite?
- Só se você for aceitar.
- Vai me acostelar?
- Vamos nos esquentar.
- Preciso acordar cedo. Preciso dormir a noite inteira.
- Faremos isso...
- Então me espera.
- Eu sempre te espero.
...
- Porque não nos tocamos?
- Não sei.
- Já percebeu que depois do primeiro toque, a gente cola?
- Cola?
- Não pára mais. Eu toco em você, você toca em mim... Abraços, beijos, carinhos, lambidas, até você penetrar meu corpo totalmente.
- Aí, você fica mole, pesada...
- Aí, eu fico vazia. Cheia da certeza de que por hoje acabou. Cheia da certeza de que em minutos vou fechar os olhos e quando eu abrir novamente, você terá que ir.
- Hum...
...
- Foi uma recaída. Está sendo.
- Uma recaída? Uma deliciosa recaída. Que possamos recair mais vezes.
- Não tem a ver com prazer. Só dor mesmo.
- Dor? Foi ruim?
- Não. Nunca é. E você sabe, eu até gosto da dor.
- O que então?
- É a dor de dentro. A dor que dói no nada.
- Hum...
- É tudo em vão. Eu sei que é. Cada orgasmo é nada mais que um desperdício de vida.
- Hum... Ter um orgasmo é um desperdício de vida?
- Realmente, ter um orgasmo é bom. Isso é diferente, é como construir uma casa que ninguém vai usar. Você passa meses fazendo uma fundação, levantando paredes, pintando e bordando. Depois de linda e incrivelmente pronta, tudo que vai acontecer é o tempo passar. A nossa função só tem um ponto crítico e ele é máximo e já foi atingido. Agora a casa vai gastar e desgastar até virar ruína, poeira e espaço mal ocupado.
- Hum... Está frio.
- Já me acostumei.
terça-feira, 4 de junho de 2013
Tantos sonhos escondidos por uma amor já mostrado
Perdidos nos sorriso que fazia a luz do sol no horizonte
Era algo que ninguém via, algo que ninguém mais poderia ver
Tanta ternura que repousava sem seus braços abertos
O brilho em seus olhos e o nervosismo embrulhando o estomago
Ontem quando te vi e meu coração bateu mais forte
ou há sete dias quando acordei ao seu lado
Achava que seria só isso e que viveria feliz...
Mas a dor de não ter aí estava andando colada com a alegria de estar.
E o sorriso perdido em meus lábios
E meus pesamentos jogados no silêncio
Mais uma vez denunciavam o quanto desconfortável me era viver assim.
Mas isso não me impediu de viver.
E o nosso abraço de amor nunca aconteceu...
Nosso beijo com carinho foi só ilusão
de alguém que gosta de alguém que só gosta de algo.
Sou incrível demais para um ser sem potencial.
Para alguém que é aquilo e só aquilo
Sou muito para pessoas rasas.
Mas a verdade é que ainda estarei aberta sempre que precisar.
Perdidos nos sorriso que fazia a luz do sol no horizonte
Era algo que ninguém via, algo que ninguém mais poderia ver
Tanta ternura que repousava sem seus braços abertos
O brilho em seus olhos e o nervosismo embrulhando o estomago
Ontem quando te vi e meu coração bateu mais forte
ou há sete dias quando acordei ao seu lado
Achava que seria só isso e que viveria feliz...
Mas a dor de não ter aí estava andando colada com a alegria de estar.
E o sorriso perdido em meus lábios
E meus pesamentos jogados no silêncio
Mais uma vez denunciavam o quanto desconfortável me era viver assim.
Mas isso não me impediu de viver.
E o nosso abraço de amor nunca aconteceu...
Nosso beijo com carinho foi só ilusão
de alguém que gosta de alguém que só gosta de algo.
Sou incrível demais para um ser sem potencial.
Para alguém que é aquilo e só aquilo
Sou muito para pessoas rasas.
Mas a verdade é que ainda estarei aberta sempre que precisar.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Olha que bonitinho hoje: Eu fiz um bolo pra você e você deu um bolo em mim. Passamos 15 min bem juntinhos. Queria eu um conjunto contínuo, aí entre cada minutinho pequeno, haveriam infinitos segundos. Acho que ainda assim haveriam aquelas dízimas feias do tipo 0,9999... que quando a gente coloca em fração vira 1 e aí o tempo passa. Era só tirar elas... Deixar a coisa chegar perto do fim e nunca acabar. Talvez, num infinito paralelo a esse nosso, eu passei esses finitos infinitos segundos segurando sua mão, te fazendo carinho e te dando os beijinhos que eu sempre quis dar. Eu ainda te quero. Mas o que eu queria mesmo é que você me quisesse. Então, por favor, me queira. Beijos pela nossa revolta.
domingo, 5 de maio de 2013
Resolvi. Aconteceu. Botei mais um fim nessa inconstância. Mas agora há mais coisas em jogo. Mais pessoas e mais amores e dessa vez eu estou fechada para decepções. Não sobre me decepcionar. Mas sobre decepcionar alguém. Não mais. Talvez eu me decepcione. Aliás, levando em conta todo o contexto é mais provável que eu me decepcione, pois estou largando solo firme, certeza de qualidade, de gostar, certeza de defeito, por um território desconhecido que me faz forasteira de mim até. Não conheço as qualidades e corro o risco de não encontrar nenhuma que me agrade. Não conheço defeitos e corro o risco de encontrar todos que mais repudio. Mas porque fazer essa escolha ilógica? Simples: A primeira opção até me cabe. Mas por maior que seja, está fechada... E a segunda é bem menor que eu, mas está disposta a aparar cada gotinha que transbordar... Cada gotinha que transcender. E eu vou fazer isso que ainda está calminho chegar lá no topo, lá no ápice, lá no clímax nunca antes alcançado.
Bella
Complicado decidir, mas cá estou, de um lado doce e suave do sonho. As vezes uma brisa me traz o cheiro de fumaça que vem daí, desse lado do fogo. E essa mesma brisa me traz frio e faz querer esquentar. Mas mantenho meus pés no chão e deixo que leve minha cabeça às nuvens. Deixo que esquente meu coração. Somos mais bonitos no meio das flores. Poucas cores, cores fracas. Tons pastéis e suco de maracujá. Um cheiro de calma, um sabor de carinho e 20 segundos de insatisfação. Pensamento longe... Um crime perfeito e a mesma brisa me fez tremer e eu preciso de calor.
All my loving...
Peguei um papel imenso
e retalhei ele em estrelas
e escrevi em cada uma
um pouquinho de mim
depois distribui
pra quem que julguei merecer
uns nunca se interessaram
outros tentaram me plagiar
e retalhei ele em estrelas
e escrevi em cada uma
um pouquinho de mim
depois distribui
pra quem que julguei merecer
uns nunca se interessaram
outros tentaram me plagiar
outros juraram amor eterno
e depois foram embora
outros abriram
outros abriram
leram
mas não souberam retribuir
alguns rasgaram tentando abrir!
Infelizes que foram...
Era só apertar
e então desenrolar
desenrolar, desenrolar
o tapete vermelho
que abria alas
e cuspia palavras
e lindamente
esculpia sentimentos
meus sentimentos
sentimentos de estrelas
de carinho de paixão
sentimento de cabeça
de dor de quem chorou
sentimento de um coração de papel
que grudou no papel
e no papel ficou...
alguns rasgaram tentando abrir!
Infelizes que foram...
Era só apertar
e então desenrolar
desenrolar, desenrolar
o tapete vermelho
que abria alas
e cuspia palavras
e lindamente
esculpia sentimentos
meus sentimentos
sentimentos de estrelas
de carinho de paixão
sentimento de cabeça
de dor de quem chorou
sentimento de um coração de papel
que grudou no papel
e no papel ficou...
domingo, 21 de abril de 2013
Seu ego e meu machado.
Dentro da imensidão de só uma bolha do universo, achamo-nos únicos. Sentimo-nos maior. Somo-nos nada mais que nada. Cada um dentro de uma microbolha. Eu, sempre dentro de uma bolha de metal transparente. Um metal impermeável, nada deixei passar, nunca. Minha bolha sempre cheia de mim. Minha bolha com suas fronteiras infinitas dentro do desconforto dos meus pensamentos. Minha bolha não euclidiana. Meus milhões de infinitesimais. Eu sempre deixei tudo explícito, mas escondido num lugar bobo. Quem quisesse encontrar, encontrava. Até que os pensamentos e sentimentos desordenados giravam tornando-se um furacão. Eu não conseguia olhar de fora. Ele estava me sugando. E depois de algumas poucas doses, eu cuspi tudo que me estava engasgado. Vomitei cada linda palavra. E, fruto de provocação, enviei à sua bolha. Impenetrável, impermeável. Blindada, lacrada e censurada. Ao menos pra mim.
A priori, eu não quis ouvir. Não sabia o que viria. A posteriori, deixei a seu encargo decidir o que fazer, mas tentei não pressionar. Eu só queria sinceridade. Mas você insistiu em comentar. Um diálogo Machadiano. Duas pessoas que sabem jogar. As coisas ficavam vagas. Cheguei a achar que você queria que eu me pronunciasse, mas eu já tinha dado meu grande passo. Eu optei então pelo silêncio. Ele diz muito, sem dizer nada. Mas dessa vez, o silencio fez silencio e nada mais foi dito. Aterrorizada pelo barulho que o silencio do silencio fazia em minha cabeça, resolvi, mais uma vez, falar. E fui. Pareceu gostoso. Cedendo e se dando. Oferecendo-me muito com suas propostas impossíveis. Enchendo meus olhos como um pote de gelatina. Coisa bonita, aparencia gostosa, mas é tudo artificial. ARTIFICIAL SEM ARTE. Com artemanha. Qual a palavra? Ego! Essa é a palavra. Porq mostrar ao mundo o que eu escondia até de você? O sentimento era meu, e eu me escondia dele. O sentimento era seu, e eu o escondia de você. Cadê sua sensibilidade de perceber que eu não queria que ninguém soubesse? Sabe como me sinto? Ridícula. Motivo de Chacota. Se sou, não sei. Mas é isso que sinto. O valor do egoísmo me fez não valer nada. Foi bonitinho? Foi legal ter alguém que sofre por você? Por isso que você me dá água? Me cultiva... Pra ter sempre algo sobre o que se orgulhar. Acho que sou a única criatura que foi capaz de se apaixonar por alguém assim. Mas essa planta vai morrer e se eu for julgar por tudo que acontece, você nem vai notar. Eu espero que note. Eu espero que sinta. Espero que seja a primeira brisa suave a causar um pequeno arrepio nesse seu castelo de cartas. Não quero que caia, não mesmo. Acho que se eu quero te desejar algo de ruim, pois que você viva eternamente fechado. Eu disse que não gostaria nunca mais de ninguém e menos ainda contaria isso, mas a verdade é que eu vou continuar vivendo intensamente a alegria que meus sentimentos vão me proporcionar. Obrigado pelas belas palavras que me faz cuspir. Eu não sei se você falou sério quando disse que eram lindas. Mas eu acho elas lindas sim e não foram as melhores que eu já escrevi. Um beijo no seu coração de pedra.
PAULA CORAGEM
ASSIM FUI EU
A SUPER HEROINA
A priori, eu não quis ouvir. Não sabia o que viria. A posteriori, deixei a seu encargo decidir o que fazer, mas tentei não pressionar. Eu só queria sinceridade. Mas você insistiu em comentar. Um diálogo Machadiano. Duas pessoas que sabem jogar. As coisas ficavam vagas. Cheguei a achar que você queria que eu me pronunciasse, mas eu já tinha dado meu grande passo. Eu optei então pelo silêncio. Ele diz muito, sem dizer nada. Mas dessa vez, o silencio fez silencio e nada mais foi dito. Aterrorizada pelo barulho que o silencio do silencio fazia em minha cabeça, resolvi, mais uma vez, falar. E fui. Pareceu gostoso. Cedendo e se dando. Oferecendo-me muito com suas propostas impossíveis. Enchendo meus olhos como um pote de gelatina. Coisa bonita, aparencia gostosa, mas é tudo artificial. ARTIFICIAL SEM ARTE. Com artemanha. Qual a palavra? Ego! Essa é a palavra. Porq mostrar ao mundo o que eu escondia até de você? O sentimento era meu, e eu me escondia dele. O sentimento era seu, e eu o escondia de você. Cadê sua sensibilidade de perceber que eu não queria que ninguém soubesse? Sabe como me sinto? Ridícula. Motivo de Chacota. Se sou, não sei. Mas é isso que sinto. O valor do egoísmo me fez não valer nada. Foi bonitinho? Foi legal ter alguém que sofre por você? Por isso que você me dá água? Me cultiva... Pra ter sempre algo sobre o que se orgulhar. Acho que sou a única criatura que foi capaz de se apaixonar por alguém assim. Mas essa planta vai morrer e se eu for julgar por tudo que acontece, você nem vai notar. Eu espero que note. Eu espero que sinta. Espero que seja a primeira brisa suave a causar um pequeno arrepio nesse seu castelo de cartas. Não quero que caia, não mesmo. Acho que se eu quero te desejar algo de ruim, pois que você viva eternamente fechado. Eu disse que não gostaria nunca mais de ninguém e menos ainda contaria isso, mas a verdade é que eu vou continuar vivendo intensamente a alegria que meus sentimentos vão me proporcionar. Obrigado pelas belas palavras que me faz cuspir. Eu não sei se você falou sério quando disse que eram lindas. Mas eu acho elas lindas sim e não foram as melhores que eu já escrevi. Um beijo no seu coração de pedra.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
sábado, 6 de abril de 2013
Le cirque
Senhoras e senhores,
abram alas pra crianças
em vocês que o espetáculo
já vai decolar!
Entra a bailarina
de varinha de condão
entra o palhaço
cheio de dor no coração
entra o malabarista
com bolinha, argola e fogo
e o contorcionista
que põe o corpo todo em jogo
entra a trapezista
que mulher desequilibrada!
sobe desce pula e volta
tanta insegurança calada
passa pertinho do chão
quase cai de cabeça
sobe bem rápido, de novo
antes que uma tragédia aconteça
"Menina, vai cair!"
lá está ela sorrindo
da indignação da plateia aplaudindo
"Essa é corajosa"
"Não tem medo de morrer"
ela pensa cá consigo:
NADA TENHO A PERDER
só me perder
me jogar
o risco de vida existe
mas pra que viver?
quarta-feira, 27 de março de 2013
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